O Bar do Alemão e sua História

Atualmente, a rede é representada pela quarta geração da Família Steiner. Em Moema, quem toca os negócios são os irmãos Herbert e Joubert. No luxuoso e amplo salão do Bar do Alemão da capital paulista, o cliente conta com um cardápio rico em opções de antepastos, saladas, tábuas de frios, entradas, pratos típicos, filés, peixeis, aves, massas, pratos individuais e sobremesas. Além, claro, da mais  alemã das bebidas – a cerveja, que na casa encontra-se disponível em dezenas de opções.

Antes de tornar-se referência gastronômica no estado de São Paulo, o estabelecimento passou por várias adaptações até se transformar em uma rede. Fundada em 1902 na cidade de Itu por Adolf Steiner em parceria com o filho Max, a casa chamava-se Padaria e Confeitaria Alemã. Focada na produção de pães e farinha de trigo, aos poucos o local foi mudando suas características.

E é curiosa a história de como a padaria se transformou em um restaurante. Boa praça, o herdeiro Max adorava se reunir com os amigos para apreciar cerveja e steinhager. Depois de alguns copos, os convivas queriam petiscar alguma coisa. Mesmo com o balcão da padaria repleto de embutidos e iguarias, Max acendia um fogareiro e preparava sua especialidade: um bife acebolado na manteiga com molho de tomate e batizado carinhosamente de “Bife do Steiner”.

Percebendo o potencial do prato, em meados da década de 1930 Max resolveu agregar os serviços do bar e restaurante à padaria. No fim dos anos 40, ele se retirou do comando da casa, passando a direção a seu filho Paulito e aos netos Marcos e Paulo Jr.. Já na década seguinte, o cardápio contava não só com o Bife do Steiner, mas também com a Orelha de Elefante, um generoso bife de alcatra à milanesa. Alguns clientes, no entanto, reclamavam que essa última especialidade era um pouco seca.

Foi então que Marcos e Paulo Jr. tiveram a primorosa ideia de adicionar molho de tomate à receita e, posteriormente, uma farta porção de queijo advindo da região de Parma, na Itália. Nascia, então, o filé à parmegiana do Bar do Alemão, um dos mais apreciados do país. Desse período até hoje, a  receita e o Bar do Alemão evoluíram e se modernizaram. O filé, mesmo sessentão, continua em alta. Mérito do corte do bife, do molho de tomate artesanal, da qualidade das porções de queijo prato e parmesão e do atendimento de qualidade.